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Renda Familiar – O que é e como calcular?

Na compra de um imóvel, uma das primeiras perguntas que o consultor (e o banco) vão perguntar é a sua renda familiar. Mas afinal, para que serve essa renda? Qual a forma correta de calcular? Nesse post te explicamos tudo!

personNatália Bittencourtcalendar_month29 de outubro de 2026schedule7 min de leitura
Renda Familiar – O que é e como calcular?

"Qual é a sua renda familiar?”

Geralmente, essa é a primeira pergunta do consultor que está te atendendo. Mas o que é a renda familiar? A renda familiar, nada mais é, do que a soma dos ganhos brutos das pessoas que irão participar do financiamento bancário. Ela é importante porque é a partir desse valor que podemos definir:

  • Poder de compra – As parcelas do financiamento não podem ultrapassar 30% da sua renda bruta. Além disso, os imóveis são classificados e precificados de acordo com a renda familiar;

  • Programas sociais – A partir da renda, você pode se encaixar em programas sociais como Minha Casa, Minha Vida e o Casa Paulista e ter direito a subsídios destes programas.

  • Taxas de juros – Cada faixa de renda possui uma taxa de juros diferente: quanto menor a sua renda, menores serão os juros;

  • Composição de renda – Caso a sua renda não seja suficiente para adquirir o imóvel que você escolher, você tem a opção de compor renda com outra (s) pessoa (s).


Como calcular a renda familiar?

A soma dos valores não refere apenas aos salários, mas também outros ganhos como:

  • Pensões;
  • Benefícios do governo;
  • Horas extras;
  • Comissões;
  • Bônus;
  • Renda extra.

Além disso, caso seja casado (a), a renda do seu (sua) cônjuge deve ter calculado obrigatoriamente.

Vamos para um exemplo prático:

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Seu salário bruto é de R$ 3.000,00, mas você também trabalha de forma autônoma e recebe cerca de R$ 1.000,00 por mês com esse trabalho. Além disso, seu (sua) filho (a) que irá compor renda com você tem um salário de R$ 2.000,00.

A renda familiar é: R$ 3.000,00 + R$ 1.000,00 + R$ 2.000,00 = R$ 6.000,00.

Por lei, as parcelas do financiamento não podem comprometer mais do que 30% da sua renda, portanto, a parcela precisaria ser no máximo R$ 1.800,00.

Lembrando que a aprovação do financiamento, valores das parcelas, juros e outros detalhes são calculados diretamente pela instituição financeira (como a Caixa Econômica), pois dependem de:

  • Valor do imóvel;
  • Valor de entrada;
  • Adição de subsídios do governo;
  • Prazo de quitação;
  • Entre outros.

Classificação de imóveis de acordo com a renda

Os apartamentos financiados ou voltados para programas habitacionais são classificados de 2 formas: pelas faixas do Minha Casa, Minha Vida e pelas regras da Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP).

Ambas definem um teto com o valor mínimo e máximo de cada apartamento, enquadrando a sua renda familiar e a capacidade de financiamento (que é analisada diretamente por uma instituição financeira).

Faixas Minha Casa, Minha Vida

Temos um blog explicando detalhadamente como funciona o programa Minha Casa, Minha Vida, mas em resumo, o programa possui 4 faixas, sendo:

Faixa Renda familiar bruta Teto do imóvel
Faixa 1 Até R$ 3.200/mês R$ 255 mil a R$ 270 mil
Faixa 2 Até R$ 5.000/mês R$ 270 mil a R$ 350 mil
Faixa 3 Até R$ 9.600/mês R$ 400.000
Faixa 4 Até R$ 13.000/mês R$ 600.000

HIS e HMP

Os imóveis de Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) seguem 3 classificações com valores muito parecidos:

Sigla Renda familiar bruta Teto do imóvel
HIS 1 Até R$ 4.863,00/mês Até R$ 270 mil
HIS 2 Até R$ 9.726,00/mês R$ 270 mil a R$ 380 mil
HMP Até R$ 9.600/mês R$ 380 mil a R$ 530 mil

FACHADA-FIM-DE-TARDE_FINAL.webpFachada Livus Jaraguá


“Tenho interesse em um projeto de R$ 290.000,00, mas minha renda mensal é de R$ 4.500,00. E agora?”

Quando a renda familiar não está de acordo com o teto do imóvel que você pretende comprar, não desista! Ainda tem algumas opções que você pode tentar:

Composição de renda

Você pode juntar a sua renda com 1 ou mais pessoas (cônjuge, familiares ou – dependendo das regras do banco – até mesmo com um amigo).

Todos que compõem a renda virão corresponsáveis pela dívida e se tornam coproprietários do imóvel. Portanto, apesar de ser uma ótima escolha para aumentar o valor aprovado no financiamento, requer um certo cuidado.

ATENÇÃO! Cada banco tem as suas regras para aprovação de composição de renda. Verifique as regras com a sua instituição financeira.

Aumentar o valor de entrada

Outra opção é aumentar o valor da entrada, ajudando a diminuir o valor total do financiamento, automaticamente trazendo parcelas mais em conta:

  • Utilizar o FGTS, caso houver;
  • Juntar mais recursos próprios (venda de outros bens, por exemplo);
  • Negociar o parcelamento – Mais comum para apartamentos vendidos na planta.

Programas sociais

Programas como o Minha Casa, Minha Vida (presentes em todos os empreendimentos da Livus) ou o Casa Paulista (Livus Jaraguá e Livus Cupecê) te ajudam a reduzir o valor final do imóvel.

  • O Minha Casa, Minha Vida oferece até R$ 55 mil de subsídio abatido diretamente no valor do imóvel;

  • O Casa Paulista oferece de R$ 10 mil a R$ 16 mil de subsídio que podem ser usados para compor o valor de entrada do imóvel.

*Subsídio do Casa Paulista disponível no Livus Jaraguá e Livus Cupecê apenas até janeiro de 2027.

Prazo de pagamento

O prazo de entrega dos empreendimentos é muito importante na hora de fazer o cálculo do fluxo de pagamento, já que não podem constar valores em aberto com a construtora na hora da entrega de chaves (ao final da obra).

Lembrando que a parcela do financiamento não poderá ser superior a 30% da renda bruta mensal.


Comprovação de renda

Além de alguns outros documentos como RG e CPF, comprovante de residência, o seu comprovante de renda é obrigatório – assim como o de todos que irão compor (caso houver). Porém, as formar de comprovar podem alterar dependendo se é uma renda formal ou informal:

RENDA FORMAL – CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)

  • 3 últimos holerites (ou contracheques);
  • Cópia da Carteira de Trabalho (CTPS);
  • Declaração de Imposto de Renda (caso haja);
  • Extrato do FGTS (caso seja utilizado).

RENDA INFORMAL – Autônomo

  • Declaração de Imposto de Renda;
  • Extrato bancário dos últimos 6 meses;
  • Recibos de prestação de serviço ou Notas Fiscais emitidas;
  • DECORE (Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos) assinada por um contador habilitado (verifique as regras com o banco de sua escolha).

Ressalva: Motoristas e entregadores de aplicativo

Recentemente a Caixa Econômica Federal passou a aceitar o extrato de corridas emitido diretamente em aplicativos de transporte e mobilidade. Confira mais detalhes no nosso blog: Nova regra de financiamento para motoristas e entregadores de aplicativos.


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